RESENHA: Lonely Hearts Club - Porque ninguém precisa de um namorado para ser feliz - Elizabeth Eulberg
LONELY HEARTS CLUB - Porque ninguém precisa de um namorado para ser feliz
Autora: Elizabeth Eulberg
Ano: 2011
ISBN: 9788580570496
Editora: IntrÃnseca
Skoob
Sinopse: "Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aÃ. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena? “Leitura imperdÃvel para qualquer pessoa que já esteve apaixonada... ou que jurou nunca mais fazer isso de novo.” Stephenie Meyer, autora de Crepúsculo.
Introdução
Em Lonely Hearts Club, Penny Lane, ferida por uma grande desilusão, decide que nunca mais namorará o inimigo, ou seja, os homens. E nada melhor para isso do que formar o clube de uma pessoa só, certo? É assim, em alusão à canção Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que nasce uma profunda amizade entre as meninas que se juntarão ao grupo de garotas magoadas e muitas vezes usadas pela população masculina da escola McKinley.
Estrutura
O livro conta com referências diretas aos Beatles. A capa é uma alusão direta ao álbum Abbey Road, 12º disco da banda, com o diferencial de que as garotas atravessam a faixa (já que as mesmas são o foco principal do livro).
Conta também com trinta e oito capÃtulos, e a cada bloco destes, de acordo com o humor de Penny e os acontecimentos que se seguirão, há uma música que os tematiza.
O nome da personagem principal, Penny Lane, também é uma referência à canção de mesmo nome. Seus pais, é importante ressaltar, são fãs incondicionais da banda inglesa, e toda a vida de Penny gira em torno de Paul, Ringo, George e John: os únicos garotos que jamais magoaram uma garota (pelo menos, não na contemporaneidade).
Narrado de forma onisciente, com o foco na primeira pessoa do singular, o livro é intimista e de algum modo consegue imprimir sensações ao leitor, de acordo com as visões da personagem principal em relação aos acontecimentos. De certo modo, é um livro relativamente curto e de fácil leitura.
AVISO: Caso queira ler o Resumo COMPLETO do livro (spoiler), clique no botão "CONTEÚDO" abaixo.
O Conteúdo
Penny Lane é uma garota que desde os primórdios de sua vida é apaixonada por Nate, filho de grandes amigos de seus pais. Finalmente, depois de anos de flertes, o pseudo-relacionamento atingiu um patamar superior: a aura sexual exalava entre os dois. Tudo parecia a favor do ápice, e Penny, para não perder seu homem (como eu me odeio ao escrever isto), decide se tornar sexualmente atraente e disponÃvel para encontrar Nate nu, no porão... com outra garota.
Penny ficou tão abalada (pudera: o garoto, além de ser um exemplar puramente tarado, ainda a ofende dizendo que ela sonhara todos esses anos com um relacionamento perfeito. Sim, ela idealizara, mas porque estava apaixonada e acreditava que era correspondida. As ações de Nate embasavam esta suposição) que decidiu nunca mais namorar. Depois de se lamentar, foi no poster de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band que a garota encontrou a solução. Um clube para corações solitários, que decidissem não mais namorar enquanto estivessem no Ensino Médio, principalmente pelos garotos hormonalmente desequilibrados. E melhor ainda: um clube de uma integrante só!
A proposta não é bem recebida por Tracy, melhor amiga de Penny, nem por Kara ou Morgan, suas outras amigas. A garota só vai encontrar apoio em uma ex-amiga, Diane, que acabou um relacionamento estável de longo perÃodo com Ryan, e que decide ter sua vida de volta. Ela se tornara lÃder de torcida, uma beldade em questão de vaidade, deixando sua melhor amiga de lado em troca de reconhecimento. E percebera que, depois do "sonho" com Ryan ter acabado, era uma pessoa vazia, e queria mudar isto (não pensem mal do garoto - a decisão da amizade fora tomada em conjunto).
Depois de várias decepções, muitas garotas entram para o Lonely Hearts Club. As coisas, porém, não saem como Penny previra: Todd, um colega da aula de espanhol, se interessa por ela, além de Ryan chamá-la para um encontro (que, na cabeça de Penny, não o é). Isto gera intrigas dentro do grupo, resultando em declarações impulsivas que ferem os sentimentos de Ryan e deixam Penny em maus lençóis.
Após muitas adaptações de regras e novas integrantes, o clube dá certo e se torna um reduto de verdadeiras amizades entre as garotas, que se valorizam e se ajudam acima de qualquer relacionamento ou garoto que possam entrar em suas vidas. Quanto a Ryan e Penny, todos sabem o que acontece. É bom, entretanto, ler o livro: confesso que me surpreendi com as circunstâncias.
Penny Lane é uma garota que desde os primórdios de sua vida é apaixonada por Nate, filho de grandes amigos de seus pais. Finalmente, depois de anos de flertes, o pseudo-relacionamento atingiu um patamar superior: a aura sexual exalava entre os dois. Tudo parecia a favor do ápice, e Penny, para não perder seu homem (como eu me odeio ao escrever isto), decide se tornar sexualmente atraente e disponÃvel para encontrar Nate nu, no porão... com outra garota.
Penny ficou tão abalada (pudera: o garoto, além de ser um exemplar puramente tarado, ainda a ofende dizendo que ela sonhara todos esses anos com um relacionamento perfeito. Sim, ela idealizara, mas porque estava apaixonada e acreditava que era correspondida. As ações de Nate embasavam esta suposição) que decidiu nunca mais namorar. Depois de se lamentar, foi no poster de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band que a garota encontrou a solução. Um clube para corações solitários, que decidissem não mais namorar enquanto estivessem no Ensino Médio, principalmente pelos garotos hormonalmente desequilibrados. E melhor ainda: um clube de uma integrante só!
A proposta não é bem recebida por Tracy, melhor amiga de Penny, nem por Kara ou Morgan, suas outras amigas. A garota só vai encontrar apoio em uma ex-amiga, Diane, que acabou um relacionamento estável de longo perÃodo com Ryan, e que decide ter sua vida de volta. Ela se tornara lÃder de torcida, uma beldade em questão de vaidade, deixando sua melhor amiga de lado em troca de reconhecimento. E percebera que, depois do "sonho" com Ryan ter acabado, era uma pessoa vazia, e queria mudar isto (não pensem mal do garoto - a decisão da amizade fora tomada em conjunto).
Depois de várias decepções, muitas garotas entram para o Lonely Hearts Club. As coisas, porém, não saem como Penny previra: Todd, um colega da aula de espanhol, se interessa por ela, além de Ryan chamá-la para um encontro (que, na cabeça de Penny, não o é). Isto gera intrigas dentro do grupo, resultando em declarações impulsivas que ferem os sentimentos de Ryan e deixam Penny em maus lençóis.
Após muitas adaptações de regras e novas integrantes, o clube dá certo e se torna um reduto de verdadeiras amizades entre as garotas, que se valorizam e se ajudam acima de qualquer relacionamento ou garoto que possam entrar em suas vidas. Quanto a Ryan e Penny, todos sabem o que acontece. É bom, entretanto, ler o livro: confesso que me surpreendi com as circunstâncias.
Análise
O livro prometia muito, e em partes cumpriu. A valorização das meninas do colégio, a percepção do que os garotos faziam delas e o passar disto ao leitor foram rigorosamente cumpridos. No entanto, é importante ressaltar alguns pontos em que a história deixou a desejar. Por exemplo, apesar da maturidade do grupo e da ideia, Penny ainda se portava como uma garota apaixonada, pronta para largar o grupo. Segundo, com a iminência de traição por parte de uma das personagens, ela foi muito benevolente, o que forçou a situação com Ryan. Em terceiro, as personagens são tão norte americanizadas (o que é natural, dado o lugar onde a história se desenrola. O problema é conseguir imaginar tal situação) e tão superficiais, sem explorações mais intensas e profundas, o que, pelo debate que o livro propõe, deveria ter acontecido. Além disso, o orgulho facilmente ferido das personagens como Ryan e Penny, além da reviravolta que ela tem com Nate são bem forçadas e travam a leitura em muitos momentos. O "quase-final", ou seja, o penúltimo capÃtulo é surpreendente pelas sensações provocadas e os acontecimentos, o que terminaria o livro em grande estilo e conta; o último capÃtulo e final, entretanto, foi tão clichê que minou toda a emoção deste término de leitura, minguando a sensação que traria ao livro uma classificação melhor.
Avaliação:
- Nota de Capa: 8
- Nota de Enredo: 6
- Nota de Coerência e Coesão: 5
- Nota de Gramática: 7
- Nota de caracterização das personagens e ambientação da história: 6
- Nota do Final: 5
- Nota da Tradução: 4
Nota: 5,8
Recomendações
Aos que apreciem literatura norte americana, bem enlatada, ao estilo da maioria dos livros da atualidade, e romances aguados com muito açúcar (embora, quimicamente, isto seja improvável; a não são que o solvente seja relativamente suficiente para uma solução insaturada).
A Autora
Elizabeth Eulberg nasceu e cresceu em Wisconsin, antes de fazer uma carreira em New York City nos negócios dos livros. Ela mora fora de Manhattan com suas três guitarras, dois teclados e uma baqueta.



